Novas Tecnologias: como é o filtro de poluentes para motores a gasolina

Motor PSA 1.2 de 3 cilindros Motor PSA 1.2 de 3 cilindros Otavio Silveira/Quatro Rodas

As emissões de material particulado sempre foram relacionadas aos motores a diesel em razão da grande formação de fuligem. Mas esse tipo de poluente não é exclusividade do diesel.

Motores do ciclo Otto também emitem partículas sólidas resultantes da queima da gasolina.

A diferença é que esses motores sempre emitiram menos particulado, comparados aos a diesel, e produziam outros poluentes (HC, CO, CO2, NOx) em maior proporção.

Com a redução destas emissões mais problemáticas, o particulado dos Otto entrou na lista dos inimigos a serem combatidos.

E, para agravar a situação, descobriu-se que a tecnologia dos sistemas de injeção direta, desenvolvida para melhorar a eficiência dos motores e diminuir a emissão de CO2, acabou tendo como efeito colateral o aumento das emissões de particulado.

A solução adotada foi a mesma já usada nos motores a diesel: um filtro. O filtro para gasolina (GPF, de Gasoline Particulate Filter) é composto por canais que permitem apenas a passagem dos gases e retêm as partículas.

Uso contínuo

Ao contrário dos dispositivos usados nos motores a diesel, que devem ser abastecidos com um reagente químico (à base de ureia), o GPF não necessita de manutenção.

Nanofiltro

O GPF tem estrutura cerâmica cheia de canais superfinos (em escala manométrica, onde um nanômetro equivale à bilionésima parte do metro ou 10-9 metro), que retém as partículas.

Autolimpante

Depois de retidas, as partículas são queimadas dentro do próprio filtro, que chega a cerca de 600 ºC, aquecido pelo calor dos gases da combustão. Estima-se que o GPF consiga filtrar 75% da fuligem produzida pelo motor a gasolina.

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